depois de esperar em tantos cais, assistir a tantas partidas, chegadas, afogamentos e assaltos de alma, após eu mesma embarcar, ir pra longe, voltar, partir de novo, me afogar e ser saqueada, aprendi que o respeito é maior que o que nós julgamos ser o amor.

antes era um navio, que virou um barco, que virou jangada, que virou uma bóia de pneu que não naufraga como naufragou o navio (que talvez nunca tenha existido). e ela está lá, em alto mar, destemida e consciente de sua fragilidade. la vai ela, murchando de tempos em tempos, como se se esvazia das ilusões antes tidas como palpáveis... um brinde à murcheza característica do preencher-se de realidade!
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