CINE CAPRI

Rock com gosto de pipoca

Banda que homenageia antigo cinema do centro de Goiânia estréia hoje.

Domingos tediosos, o centro da cidade, reflexões sobre a vida, a iminência de um ataque cardíaco e cinco figuras caricaturáveis, reunidas com um único objetivo: divertir os outros se divertindo. Essa é a banda Cine Capri, que estréia HOJE, 26, na escola de teatro Zabriskie, no Setor Marista. A estréia do grupo vai contar com a participação da banda goiana Trissônicos e com discotecagem rock após os shows.

A Cine Capri surgiu em março deste ano, a partir de um encontro entre pessoas que até então só se conheciam de "vista", pela internet. Do estranhamento e da diversão nasceu uma amizade e uma integração musical singulares. O nome da banda só surgiria quase seis meses depois de seu nascimento, como uma homenagem a um antigo cinema do Centro de Goiânia, que acabou virando Igreja Universal...

As influências da Cine Capri são as mais variadas. Indie rock, brit e power-pop, punk-rock e heavy metal se misturam a letras divertidas, às vezes introspectivas ou reflexivas, todas em português. As canções e arranjos são todos de autoria da banda. "A gente se diverte fazendo música divertida, de qualidade e que chame a atenção do público", resume Geórgia Cynara, vocalista da banda.

A Cine Capri já conta com um repertório que revela a diversidade de inflências musicais de seus integrantes. São oito músicas e um cover da banda Supertramp. Destaque para as músicas Cume, Domingos Crônicos , Piripaque e Eu tô no Centro, esta última uma homenagem ao Centro de Goiânia, onde funcionava o cinema que deu nome à banda. A gravação do primeiro álbum da Cine Capri está prevista para janeiro de 2006.

Integrantes

Homero Henry (bateria):

já passou pelas bandas Mandatory Suicide, Hang The Superstars,Motherfish, Litro, The Planets, Macaco Velho e Rollin Chamas. Além de baterista, é um dos compositores da Cine Capri. >

Eládio Garcia (guitarra):

participa da cena rock de Goiânia desde 82, tocando em bandas como Sexta 13, Fox Trort, Os Cinco Enigmas da Mulher Chamada Carlão, Mother Fish,Tribal Squelch e Os Caravacas como compositor, guitarrista e/ou vocal. Com a CineCapri volta às atividades musicais, paralisadas desde 98. Reunir um grupo heterôgeneo e fazer um som sem pretensões foi o que o levou a convidar os atuais integrantes da Cine Capri para "fazer um som".

Carla Pires (baixo):

começou a tocar em 2001, na banda Vó Delmira. Em 2002, entrou para a Coró de Pau tocando alfaia, e chegou a gravar o primeiro cd da banda. A convite de Eládio, hoje toca na Cine Capri.

Vivian Collicchio (teclado):

ouve samba, bossa, rock setentista, black music, soul, samba-rock, funk, e música regional. Passou pelo conservatório de música e por aulas particulares de piano. Até então só tinha feito música nas rodas de amigos. A participação na Cine Capri é a sua primeira experiência em banda.

Geórgia Cynara (vocal):

ouve indie rock, brit-pop, samba, soul, chorinho, heavy metal, metal progressivo, post-rock. Já passou pelas bandas Surfistas do Cerrado, Abdução e High Hopes. Atualmente é vocalista, arranjadora e compositora da Cine Capri e faz voz, violino, arranjos e composições na banda Actemia. A curiosidade de fazer rock com pessoas desconhecidas a levou a aceitar o convite de Eládio para formar a banda.

Convidados

Um trio de rock básico, com guitarra, baixo e bateria. Com os ouvidos acostumados ao barulho ensurdecedor que já fizeram (e fazem), os Trissônicos percebem que há uma possibilidade real de tocar as pessoas - to touch, not to play!, como dizem os próprios integrantes.

A banda nasceu em 2001, já com o nome que remete ao trisonic, um corredor de testes de turbina de avião. E testar turbinas com guitarra, baixo e bateria é o que fazem, respectivamente, Luiz Júnior, Guga Valente e Léo Bigode. Os Trissônicos vão fechar a noite de estréia da Cine Capri no Zabriskie. >

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SHOW DE ESTRÉIA DA CINE CAPRI

+ trissônicos + discotecagem rock + pipoca de graça!!!

Data: 26/11/2005

Horário: 22h

Local: escola de teatro Zabriskie - Rua 148, nº 248, St. Marista (abaixo do bar Samaúma)

Entrada: 10 reais

Contato: cinecapri@gmail.com

mulheres nuas em poemas

também já cansaram minha beleza.

por favor, deixem isso

pros velhos tarados que declamam versos próprios,

inspirados em drummond - inspiração obscura -

em bares esquecidos que tocam bolero.

a não ser que você tenha a idéia genial

de deixar nossas descrições

para os grandes mestres

da segunda fase do romantismo no brasil.

não gosto de mar em poemas.

as ondas soam deveras superficiais.

e os sentimentos causados por elas,

excessivamente melodramáticos.

não faria poemas com mar,

nem com maré, nem com gaivotas.

quiçá com a tartaruguinha desajeitada que acaba de sair do ovo

e quase morre afogada

e não sabe se bóia ou se nada,

se bóia ou se nada.

ou então sobre o caranguejo correndo atrás de um manco,

ou quem sabe uma medusa que queima a carona da madame

recém-saída de uma plástica facial.

ou então de um artesão que faz castelos monumentais na areia

que ele mesmo destrói em acessos de loucura

ou senão a história de um guri da cidade que morre de medo de mariscos.

ao som de transatlanticism (death cab for cutie)

amigo, você está SÓ. e nessa frase não há contradição. só como quando você nasceu, só como quando merdas acontecem e você tem que dormir pra acordar cedo e de cara boa pra trabalhar no dia seguinte. como quando você está muito longe de casa sem ter como voltar. como quando do desamparo ao ouvir uma frase intermitente, i need you so much closer... i need you so much closer... i need you so much closer... so come on, come on... como quando esse mantra te faz sorrir estranhamente, como se você se visse protagonista de um filme em tons pastéis melancolicamente belo. e como se esse filme ninguém pudesse conhecer, só você. e como você se visse sob um pesado céu nublado.

 

resquícios

estava mais pra despedida do que pra encontro

tantas cicatrizes nos desviando da nossa essência

tantas boas lembranças nos tornando mais tristes e cansados

eternos dizeres infelizes e pedidos de desculpas, dizeres infelizes e pedidos de desculpas...

talvez seja tempo de arrumar as malas.

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